Bem-vinda à nova era, Terceira.

Recentemente, foi instalado um posto de informação turística na Praça Velha. Embora tenha um aspeto humilde, rudimentar e um tanto ou quanto improvisado para a sua finalidade, não deixa de ser um enorme símbolo da contemporaneidade e futuro açorianos.

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A Praça Velha já foi o alicerce do primeiríssimo edifício camarário desta cidade, já foi um charco e um descampado. Já teve um pelourinho, um candeeiro, um repuxo, um coreto e uma estátua de Álvaro Martins Homem (fundador da vila de Angra). Já assistiu a touradas, degolações, manifestações e falsas declarações da república. Teve e tem uma esplanada. E hoje tem um posto de informação turística.

Se a paisagem é um reflexo dos usos que o homem lhe dá, a colocação de um quiosque de turismo na Praça Velha, é assumir que já vencemos a inércia e estamos de braços abertos à nova era da história açoriana. Sim, nova era – o turismo enquanto motor económico principal dos Açores. Nós já tirámos sustento do pastel, do trigo, da cevada, da laranja, da baleia, da vaca (e dos americanos?). Agora, por força da circunstância, mudámos o rumo e navegamos por outras águas.

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Voltando ao quiosque da Praça Velha, peço que se repare no fato do mesmo se intitular “Centro de Informação ao Visitante” e não algo como “Posto de Turismo” ou “Informação Turística”. Repare-se no trato que é dado ao turista: visitante. Esta postura, menos pejorativa, deve ser tomada como um exemplo e fazer parte do nosso dia-a-dia. Afinal, estamos a partilhar a nossa vivência com alguém como nós, simplesmente.

Este é um pequeno exemplo. Ainda há muito para fazer, é verdade. Contudo, paulatinamente, chegaremos lá. Pelo menos, diz-se, estamos a fazê-lo com juízo, algo que também é conhecido por sustentabilidade.

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