Guia para fugir à SPA no carnaval terceirense

Carnaval Ilha Terceira Açores. by Renato  Borges on 500px.com
by Renato Borges

O Instituto Açoriano de Cultura (IAC) promoveu recentemente uma mesa redonda sobre os direitos de autor e as tradições populares. A discussão foi instigada pela polémica que explodiu no carnaval terceirense deste ano, quando a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu cobrar direitos.

Não vale a pena esmiuçar os vários argumentos da «problemática», pois iria demorar demasiado tempo (já estamos quase no natal e daqui a nada as danças e bailinhos têm de estar nas sociedades a louvar o entrudo por esta ilha fora).

Assim, respondo à questão que realmente importa: como sobreviver à prepotência e incompreensão da SPA fase ao carvanal da Terceira? É fácil. Àqueles que agora começam a preparar os enredos, músicas, coreografias e afins: basta não copiar. Exato: não copiar. Pensem pela própria cabeça, não se limitem a copiar os trabalhos que já estão feitos. Lembrem-se que antes da internet, muitos amantes do entrudo escreveram e prepararam centenas (ou até milhares) de danças e bailinhos. Por eles e pelo futuro da nossa tradição, não copiem.

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